Balas e Purpurinas – O Lado B da Eurovisão

Como é sabido, mais uma vez o mundo está em guerra. O mais triste é que o mundo sempre esteve em guerra. Entre vários palcos que vão do desporto à música, há um que desde 1956 tem ajudado a decifrar, mudar, vingar, perdoar, picar, alimentar a Europa – o palco da Eurovisão.

Balas e Purpurinas – O Lado B da Eurovisão

Sobre o espetáculo

Como é sabido, mais uma vez o mundo está em guerra. O mais triste é que o mundo sempre esteve em guerra. Entre vários palcos que vão do desporto à música, há um que desde 1956 tem ajudado a decifrar, mudar, vingar, perdoar, picar, alimentar a Europa – o palco da Eurovisão. Modo geral, o comum dos mortais vê a Eurovisão como um belíssimo programa de entretenimento musical, um abraçar entre povos e culturas. É isso. Mas…é muito mais.

O palco da Eurovisão foi sempre decisivo na história da própria Europa. Era e é um palco onde se limpam armas e se fazem ajuste de contas. Ou onde se prevê o futuro. A própria Eurovisão pre queda do muro de Berlim era uma coisa. Pós queda do muro com a introdução da Europa do Leste no certame, tornou-se outra. Nenhuma vitória foi à toa. Por trás de cada purpurina, de cada lantejoula, há sempre uma bala.

Uma cantora irlandesa ameaçada de morte pelo IRA se concorresse…o massacre nos Jogos Olímpicos de Munique e a vitória de Israel no ano a seguir…a vitória de Itália com o tema Insieme Unite Europe no início do anos 90…o Eduardo Nascimento com o tema O Vento Mudou ter sido uma jogada política de Salazar para mostrar à Europa que não era racista…a vitória de Espanha nos anos 60 ter sido a mando do regime do Franco…países do Leste que prenderam civis por terem votado em países do Ocidente…países que interrompiam a emissão aquando o anúncio da vitória de um outro país com quem estivessem em conflito…há tantas, mas tantas histórias que só ilustram o palco POLÍTICO que é e será sempre a Eurovisão. Basta ver, até para ser mais simples, o momento das votações…quem vota em quem. No entanto, houve exceções … e claras. Onde só a música, só a melodia na sua simplicidade e beleza triunfaram. Onde mais nada importava. Onde a Europa só deixava ouvir notas musicais. Salvador Sobral é um claro exemplo disso.
O espetáculo tem uma mensagem moral – a constante procura da paz. E como a união entre os povos é que deve ser sempre o nosso estímulo.

E a cultura deve SEMPRE unir as pessoas. Paz.

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Informações

  • Teatro Musical

  • Auditório do Casino Estoril

A classificação etária não censura/ proíbe a entrada no espetáculo, tem apenas como intuito informar previamente aos pais ou responsáveis sobre o conteúdo dos espetáculos, garantindo assim o direito de escolha. No entanto, a entrada de menores de 3 anos não é permitida, exceto em espetáculos classificados para todos os públicos (Decreto-Lei 23/2014).

Ficha técnica

Intepretação

Henrique Feist

Filipa Azevedo

Valter Mira

Catarina Clau

Autoria e Encenação

Valter Mira

Direção Musical

Nuno Feist

Promotor e Produção

Artfeist – Produções Artísticas

  • Em cena em:

2018

2025